A Star Is Born (2018)

Director: Bradley Cooper

Writers: Eric Roth, Bradley Cooper

Elenco: Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott

Classificação do Johnny: 8/10

Pela primeira vez na curta história do meu blogue, vou fazer uma review sem recorrer a qualquer tipo de ironia ou sarcasmo notório. Adorei profundamente o filme.

O que mais trabalho me deu desta vez, não foi repetir a visualização do filme por quatro vezes, ou escrever qualquer coisa que se pareça com uma crítica de cinema. Foi a tentativa de arranjar sinónimos para adjectivar actores como Bradley Cooper e a voz estonteante de Lady Gaga. Por mais conhecimento que se tenha na língua portuguesa não existe variedade para caracterizar ou elogiar de maneira única e diferenciada os grandes talentos.

A história desde filme é sem dúvida pouco original, uma miúda com uma voz fenomenal é encontrada e levada ao estrelato por um cantor com problemas de alcoolemia que no meio acabam por se apaixonar.
Felizmente aquilo que me fez gostar deste filme não foi a sua originalidade, foi a química entre actores, foi a representação de Bradley Cooper que nos mostrou o terror que é perder aquilo que mais se ama na vida, o ciume com o sucesso da sua parceira e a surpresa que foi a estreia de Lady Gaga no grande ecrã.

A música é muito boa. Não é de todo fácil para um homem conseguir acompanhar vocalmente cantoras como Lady Gaga, Tina Turner, Beyonce ( Ed Sheeran que o diga ), mas apesar da óbvia falta de alcance na voz de Bradley, a mistura das duas relembra-me daqueles Cocktail’s que a malta vai bebendo e quando dá por si já se declarou a todo o grupo de amigos. Ou seja, é bom.

Vou fazer referencia mais uma vez à química entre o elenco, é óbvio a amizade e cumplicidade que se criou na realização deste filme.

Johnny Out.

BirdBox – Baleia Azul v2

Director: Susana Bier

Writers: Eric Heisserer, Josh Malerman

Elenco: Sandra Bullock, Travante Rhodes, John Malkovich, Machine Gun Kelly

Classificação do Johnny: 4/10

Se Sandra Bullock, que no inicio do filmes demonstrou claramente a sua pouca vontade em ter um filho, foi presenteada com duas crianças, imagino quantos eu terei, tendo em conta, que os recuso com todas as forças do meu âmago.

Bom, depois de todo o hype nas redes sociais envolvendo este filme, decidi por bem, ver o que a Netflix tem para oferecer. Deixo já explicito, que vejo com alguma desconfiança e, de sobrolho franzido, filmes conhecidos pelo espalhafato.

Vou começar por falar do elenco.

Estão todos de parabéns, não houve a meu ver, discrepâncias entre profissionais, entregaram-se todos bem ao seu papel. Vou só fazer referência ao magnifico papel de John Malkovich, já expressei o quanto eu gosto de o ver trabalhar e admito que repeti duas ou três vezes a cena do brinde entre ele e a Sandra Bullock. Sem dúvida uma boa química entre ambos. Travante Rhodes, nunca o tinha visto a trabalhar mas , foi uma presença positiva e espero portanto vê-lo de novo em filmes com mais visibilidade.

Relativamente ao plot, a Netflix já nos habitou a produzir filmes que começam com uma premissa extremamente interessante, mas que acabam por perder um pouco o gás, como um coito interrompido perto do clímax, porque, o nosso colega de quarto,chegou mais cedo do que era suposto. No entanto, gosto da maneira em que a historia é contada e recordada via flashbacks.

É um filme simpático, não é uma obra de arte cinematográfica, contudo, serve para ver em família ou com a namorada. Deixa porém, a sensação que as duas crianças foram um peso para Sandra Bullock, alongando assim, o filme por mais meia hora.

Um conselho do Johnny, em caso de Apocalipse, vão sozinhos.

Bumblebee (2018) – Michael Bay aprende


Director: Travis Knight

Writers: Christina Hodson

Elenco: Hailee Steinfeld, Jorge Lendeborg Jr, John Cena

Classificação do Johnny: 7,5/10

Costuma-se de dizer que “se não tratares bem de mim, alguém tratará”, é um bocadinho isso que aconteceu aqui. O que é que o Michael Bay gosta mais do que arruinar a carreira da Megan Fox ? Arruinar um franchise lucrativa.

Eu até sou fã do John Cena, quando ele está dentro do Ringue ou sentado a falar com Jimmy Falon, mas não como actor num Blockbuster, o homem tem quase as mesmas expressões que a Kristen Stewart na Saga Twilight.
“Ah mas o The Rock também não sabe representar”, correcto, mas Dwayne Johnson vai para além da representação, prosseguindo.

Travis Knight voltou a trazer o gosto pelos Transformers que foi destruído pelos últimos filmes, provou-me que é possível recuperar a diversão e o sentido de humor perdido algures no meio das explosões do Michael Bay, adivinhem o porque de Pearl Harbor ter sido o seu melhor filme..

Perdeu-se finalmente as personagens femininas extremamente sexualizadas interpretadas pela Megan Fox e pela Rosie Huntington-Whiteley. Neste spin-off era extremamente importante preservar o Bee como sendo a personagem mais acarinhada pelo público. Aqui a equipa esteve extremamente bem e seguiu o exemplo de “Han Solo”.

A relação que vai para além de homem-máquina é reflectida, a forte ligação entre as personagens é palpável, traz uma lufada de ar fresco e uma perspectiva positiva para o futuro. Cimentou sem dúvida o seu lugar como o filme principal do franchise.

Resumindo, como fã de Transformers estou simplesmente deliciado com este filme, tanto pela nostalgia dos 80’s, como pelo estonteante CGI.
Johnny approves.

Hellboy (2019) – O Regresso do que nunca foi.

Classificação do Johnny – 2,5 / 10

Sou um sujeito que faz sempre cara feia quando vejo um remake a ser planeado. Existem coisas que estão boas da maneira que estão, vocês pediriam aos pais da Irina Shayk para fazer o remake da filha? Óbvio que não, está bom, não mexe mais.

Este filme faz-me sentir o mesmo que uma ex-namorada que eu quero odiar, no entanto, tem sempre um elemento que me faz gostar, por muito pouco que seja. Isto é uma analogia para Ian McShane, não existe como odiar este homem, o carisma, a voz, a conotação das palavras.. Tirando isso, nada deste trailer me traz hype suficiente para querer gastar 5 paus no CascaisShopping.

Gosto sempre de um pouco de humor num filme de acção, aliás, adoro. Quem viu os dois Deadpool comigo sabe do que falo, todavia parece-me meio forçado, numa tentativa de mascarar a mediocridade deste filme com o humor. Não parece de todo que foi realizado só para ganhar uns milhões.

Resumindo, este filme falta-lhe um bocadinho mais de Ron Pearlman, o único e eterno Hellboy. A verdade é que muito provavelmente vou ver isto no cinema. Porém, vai ser como beber coca-cola zero, eles dizem-te na cara que é igual, mas quem realmente gosta, sabe a verdade.

El Royale – O Baby Tarantino

Diretor: Drew Goddard

Writer: Drew Goddard

Elenco: Jeff Bridges, Cynthia Erivo, Dakota Johnson, Chris Hemsworth

Classificação do Johnny: 6,5/10

Costumo dizer que homem sem barriga é homem sem história. E tendo eu imenso orgulho na minha robusta barriga conseguida com muito afinco, e litros de cerveja bebida durante anos, Chris Hemsworth sem camisola, faz-me ponderar se não devo trocar uma série de imperiais, por uma série de abdominais.

Vamos para o filme. Criei à partida uma expectativa, não é de longe o melhor elenco que já vi, no entanto, quem é que não fica excitado ao ver Jeff Bridges a trabalhar? O filme começa bem, as personagens são claramente interessantes, e fez-me ficar colado ao ecrã com a vontade de saber porque raio o Padre levou com a garrafa na cabeça ( mini spoiler ).

Não é de todo um blockbuster cheio de acção, portanto, se vais na esperança de ver as maminhas da Dakota Johnson, ou de ver Chris enviar mauzões pela janela do hotel, estás enganado. A meio do filme acabei por ficar aborrecido, sem grande vontade de continuar a assistir, inclusivamente tive que voltar atrás duas vezes para conseguir prestar atenção ao que tinha acontecido.

O cenário e a soundstrack fizeram-me sentir uma certa nostalgia da época apesar de nunca a ter vivido. Gostei da maneira que Cynthia Erivo / Darlene Sweet transmitiu para o ecrã a dificuldade que uma mulher adulta negra vivia nos anos 70.

Chris Hemsworth provou que merece estar na minha lista de actores, que como eu costumo dizer, “testam a minha heterossexualidade”. Já nos habituou ao seu carisma e versatilidade nos papéis, e este não fugiu à regra.

Resumindo, Drew Goddard mostrou a sua qualidade num thriller arrojado, que apesar de muitas vezes testar a nossa paciência com o desenrolar da história, realizou um filme muito à imagem de Tarantino. Ficarei sem dúvida atento ao seu trabalho num futuro próximo.

Eragon- O Fábio Paim cinematográfico

Elenco: Jeremy Irons, Robert Carlyle, Sienna Guillory, John Malkovich, Djimon Hounsou, Ed Speleers.

Diretor: Stefen Fangmaeir

Writers: Peter Buchman

Classificação do Johnny: 3/10

Nada melhor do que começar com a história que eu conheço melhor. A minha relação com “Eragon” é muito simples, compraram-me o livro, li metade, vi o filme, deixei de ler o livro, voltei a ler tudo – Incluindo os restantes três livros – dois anos mais tarde.

Este é mais um daqueles filmes que não faz justiça ao seu elenco, composto por excelentes actores incluindo os enormes Jeremy Irons e John Malkovich, esta espécie de produção fica aquém do esperado.

Claramente quem escreveu isto não se deu ao trabalho de ler o livro, imaginem vocês avidos leitores e apaixonados pelo mundo da fantasia, se o vosso querido Harry Potter tivesse sido cinematográficamente assassinado.. É assim que eu me sinto.

Desde a banalização de personagens quase principais, desde a cenários que fogem completamente à realidade que nos foi dava pelo Christopher Paolini à desvalorização de pequenos detalhes que nos fizeram adorar os livros. Analisando o filme como não sendo baseado numa obra literária, Eragon continua a ser um filme medíocre, ficamos com o sentimento de que foi muito apressado, que se poderia ter alongado o filme para o dobro do tempo. Não existe bem uma noção de espaço e tempo, percebe-se que a personagem evolui mas não se sabe nem como nem em que espaço de tempo.

A nível de CGI, o dragão Saphira está fenomenal, estaria provavelmente melhor que os dragões de Game of Thrones se não fosse decorada com penas… Um dragão com penas…

Os pobres dos actores fizeram o melhor que podiam tendo em conta o terrível guião. Tendo o potencial para se tornar num franchise lucrativa e intemporal, acabou por se tornar num filme que vem com a compra do Correio da Manhã.

Resumindo, o filme Eragon é como uma foda mal dada, ficas hora e meia no sofá bocejando pelo meio e no final vais-te embora com um sabor a pouco.